sexta-feira, 5 de outubro de 2012


Uso da tesoura

na Educação Infantil
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As tesouras utilizadas pelas crianças devem ter as pontas arredondadas, pois evitam que a criança  produza um furo na pele durante o corte. Porém, não devemos esquecer que a lâmina da tesoura é capaz de machucar uma criança que esteja utilizando inadequadamente este instrumento de corte.

Antes dos 4anos, é desaconselhável o uso da tesoura para atividades de recorte.

É necessário planejar atividades para desenvolver a coordenação motora fina que antecedem o uso da tesoura.

Algumas sugestões:
 Coordenação das Mãos (estimulação da movimentação das mãos, sem que o braço faça o mesmo, ficando apenas como em uma postura de "suporte"):

- Apertar e soltar (livremente e usando materiais);
- Pintar com as mãos;
 - Rasgar e amassar papéis;
- Brincar com bolas de diferentes tamanhos;
- Modelagem: massa de modelar (plastilina), areia molhada, argila, 
massa de farinha.
- Tocar instrumentos da bandinha rítmica.

Nunca se ausentar do local onde as crianças estejam utilizando tesoura e cola. Ter atenção aos materiais que serão manuseados, exemplo: não oferecer botões e objetos que possam ser engolidos à criança que coloca qualquer coisa na boca. Se necessário, redigir um combinado do que "pode e não pode" fazer no recorte e colagem. Cuidado para que eles não cortem cabelos e roupas deles ou dos colegas.

- Fase celular: recorta e cola de qualquer maneira, sem intenção de formar cenas. Gosta de ter material variado. Nesta fase, a professora deverá intervir quanto ao uso correto da tesoura (cuidado para não cortar os dedos) e o uso da cola (controlar a quantidade utilizada). Ainda não nomeia suas produções.

- Fase das formas isoladas: não dá forma definida ao recorte, mistura muito o que recorta, mas já está enriquecendo sua experiência. Oferecer materiais variados para enriquecer a colagem: barbante, lã, canudinho, algodão, paetês, tecido, etc. Às vezes, consegue nomear suas produções.

- Fase da cena simples: a criança recorta tirinhas e cola para armar um esboço simples. Deixa quase sempre uma área vazia. É uma fase sem proporção. Já consegue nomear sua produção (exemplo: um barco).

- Fase da cena completa: a criança usa as tirinhas, geralmente faz a "linha de base" (o "chão" que aparece também em seu desenho), usa formas variadas para compor sua produção (recorta intencionalmente). Percebe-se uma cena. Nomeia e explica sua produção (exemplo: É um barco navegando no rio.).

Texto retirado em parte do Artigo de Ivanise Meyer






Olá pessoal, faz tempo que não posto algo... Isso porque desde de fevereiro de 2012, estou fora da escola infantil, mas por uma causa nobre...Fui designada para atender no Conselho Municipal de Educação... Não é o que gosto, mas acredito que em breve estarei na sala de aula novamente...Isso é o que realmente amo, estar com "meus" pequenos!!
*** Postando material da "net"... 
Bjus á todos!!






quarta-feira, 27 de junho de 2012


BOM.. FAZER O PARECER TALVEZ SEJA A PARTE MAIS DIFICIL..
COLOCAR NO PAPEL........UM COMPROMISSO...ENORME..
QUE RESPONSABILIDADE....AQUI VAO ALGUMAS DICAS....
BEIJOS...

"Aprender é apropriar-se da linguagem; é historiar-se, recordar
o passado para despertar-se ao futuro; é deixar-se surpreender-se
pelo já conhecido. Aprender é reconhecer-se, admitir-se. Crer e criar.
Arriscar-se a fazer dos sonhos textos visíveis e possíveis."
(Alicia Fernandez)

      O desenvolvimento infantil acontece de forma singular entre as crianças, sendo assim, consideramos os conhecimentos e valores culturais que as crianças já têm e progressivamente, garantimos a ampliação dos conhecimentos de forma a possibilitar a construção da autonomia, cooperação, criatividade, responsabilidade e a formação do auto-conceito positivo, que levam à formação da cidadania.
      No processo de construção do conhecimento, as crianças se utilizam das mais diferentes linguagens e exercem a capacidade que possuem de terem idéias e de criarem hipóteses originais sobre aquilo que buscam desvendar.
      Nessa perspectiva, destacamos algumas características do(a) educando(a) que permanecem únicas, construindo sua individualidade e diferenças.
***demonstra autonomia para realizar as atividades executando-as com prazer e capricho:
***manifesta seus desejos, preferências e desagrados;
***em alguns momentos demonstra timidez, porém participa das aulas contando uma novidade ou interagindo no diálogo iniciado por outro colega;

***expressa-se com clareza, bom vocabulário, relatando experiências com seqüência e objetividade;

***demonstra atitudes de respeito, solidariedade e carinho para com todas as pessoas com quem convive na escola;

***interessa-se pelas histórias contadas e lidas pela professora e da mesma forma adora manipular os livros;

***demonstra interesse na escrita e leitura; lê algumas palavras

***interessa-se pelas aulas de artes, para ela foram momentos de grande prazer, é criativa, e dedicada nas realizações de suas produções, participando com muita alegria e concentração;


***construiu relações matemáticas, sistematizando com clareza o que foi proposto


Recomendamos livros para estimular o processo de leitura e interpretação e jogos envolvendo conceitos matemáticos.

Quanto mais ricos forem os desafios proporcionados a _____________, maiores serão suas descobertas, suas aprendizagens, o fascínio pelo mundo que está ao seu redor, favorecendo, assim, o prazer e a felicidade de aprender a aprender, aprender a viver junto, aprender a ser, aprender a conhecer.

Sua dedicação e empenho nesta trajetória ampliaram seus conhecimentos e contribuíram para o seu aprendizado. Foi muito bom acompanhar seu desenvolvimento! Você é especial!

Mais uma ideia....

O fazer pedagógico, aqui representado baseia-se principalmente, nas várias atividades que propõe, de que a criança ao enfrentar situações novas, faz uso de conceitos já formados anteriormente, agindo sobre eles, manipulando elementos para assim chegar à solução de possíveis problemas em busca de um novo conceito elaborado.
À medida que as crianças crescem confrontam-se com fatos e realidades diferentes, fenômenos e coisas que as cercam: perguntam, reúnem informações, instigam-se, elaboram e reelaboram conhecimentos observados anteriormente, arriscam respostas e formulam hipóteses, geram mudanças no modo de pensar sobre a natureza, seu mundo social e sua cultura, visto que, nos primeiros anos de vida, elas apropriam-se de conhecimentos práticos do seu dia – a – dia, compartilhando esses conhecimentos com as primeiras pessoas que as cercam, com seu mundo social, constroem seus conhecimentos antes da chegada à escola.

Estamos felizes com o progressos de _____________________durante este início de ano letivo!

Destacamos: ______________... ( criatividade, independência, respeito com os amigos, afetividade, comunicação...)

Participa das atividades propostas, __________________________... ( apresenta interesse em aprender, atenção, concentração... ) ( colabora nas Rodas de Conversa, Momento de Leitura, …(técnicas)

Expressa suas idéias________________________ ...( sem dificuldades, seu vocabulário é rico, assimila os conteúdos com facilidade...)

Sua coordenação motora _______________________( desenvolve-se a contento . está dentro de sua faixa etária...)

Reconhece as_____________________( letras do alfabeto , numerais - citar os temas )

Pinta ____________________( dentro dos limites propostos, com variação de cores, boa noção espacial ...)

Observa e explora os ambientes com interesse ...

Recomendamos:______________________( reconhecer que há hora para tudo, saber esperar sua vez, aceitar imposições e críticas, aceitar as diferenças, dedicar-se mais aos trabalhos escolares, saber ganhar e perder, trabalhar o tom de voz, aceitar suas limitações e as limitações dos outros, se permitir errar e não desistir no percurso... ( são as dificuldades colocadas de forma indicativa ).

CLARO..QUE CADA ESCOLA ..CADA LUGAR..CADA SALA..CADA CRIANCA..TEM SUAS ESPECIFICIDADES....AQUI TEMOS UM CAMINHO...E NAO UM PARECER PRONTO!
BEIJOS

Achei no Blog: Educação Infantil, espaço para brincar e aprender (Pricila Correa)... PARABÉNS COLEGA

terça-feira, 26 de junho de 2012

 Essa geração EVA...
 Simplesmente...
 demais!!
ADORO.
O adulto EDUCADOR na Educação Infantil que ama o que faz jamais se importará em fazer feliz aqueles que estão a sua volta, ou seja, seus EDUCANDOS.
ENSINAR necessita de entrega total, a todo momento se ENSINA e se APRENDE.
EDUCAR é sim um ato de AMOR!

sábado, 27 de agosto de 2011

Educação Infantil ou assistencialismo infantil...

Opa... Sei lá... Pense...

Quero eu, tu, ele, nós... que seja possível pais ou responsáveis entender que toda criança precisa ter uma família presente, consciente, preocupada, amorosa, alegre... Se começar eu, aqui a enumerar características que a família deve oferecer a uma criança, teria de usar muito espaço, cansaria de digitar. Criança não é, e jamais poderá ser vista como alguém que veio ao mundo para viver dentro de uma instituição escolar, dependendo do afeto de pessoas que no inicio de cada ano letivo são meros estranhos, mas no decorrer do ano passam a ser referência em suas vidas, é bastante injusto com nossos pequenos imputá- los do convívio familiar. Não esqueça... Toda a vivência escolar deve ser complemento da vivência familiar, um destes papéis jamais devem ser tidos ou vistos como não necessários. Mas sabemos que a criança é capaz de viver sem o espaço escola e os profissionais que dela fazem parte, mas a mesma jamais sobreviverá à perda da família. Cresça, viva, aconteça, desenvolva, questione, lute, grite seja o sujeito que faz e fará a diferença na vida da sua criança... Não podemos aceitar o descaso que rodeia nossos pequenos, daqui um tempo quero olhar para trás e poder dizer: Eu enquanto profissional da Educação Infantil quero ter a certeza de dever cumprido. E vocês papai e mamãe, será que tem o mesmo desejo? Será que olhando para trás podes dizer que viu seu filho crescer e desenvolver e o mais importante reconhece essa criança como seu filho, diante das suas características, gestos... Ele se parece com você?
Lugar de criança é na escola? Mas essa mesma criança que freqüenta o espaço escolar, antes de tudo é seu ou sua filha, tire um tempo para ele, não aceite substitutos para suprir a sua falta, o seu amor... Não justifique a sua falta de tempo, dizendo que ele esta sendo bem cuidado na escola, pois somos apenas profissionais e não pais. (Roseliane Trajano de Andrade)

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Respostas para sete dúvidas sobre o uso da chupeta por crianças

Camila Monroe (camila.monroe@abril.com.br)

DIREITO GARANTIDO Usar chupeta não faz mal na creche. Ela funciona como um objeto que ajuda na adaptação. Fotos: Fernanda Preto

Quando o bebê nasce, os pais passam a se questionar sobre os benefícios e os malefícios de oferecer a chupeta a ele. Alguns temem causar dependência, outros pensam em possíveis problemas na dentição e na fala. Na creche, o panorama enfrentado pelos educadores não é diferente. Há muita dúvida e, por causa de tanta indecisão, esse objeto pode acabar ocupando o espaço que não merece, ser proibido radicalmente ou, pior ainda, ficar marcado como um elemento estranho ao ambiente, provocando certa inquietação, que ninguém se arrisca a resolver. Um cenário insustentável, ainda mais porque envolve dois aspectos importantíssimos da Educação Infantil: cuidados com os pequenos e a promoção da autonomia.


1. Para que serve a chupeta?
Ela é uma fonte de relaxamento para os bebês (não é à toa que um dos sinônimos é consolador e o termo em inglês é pacifier, que significa "pacificador". Segundo explicação do pediatra José Martins Filho no livro Lidando com Crianças, Conversando com os Pais, ela possibilita o movimento de sucção, um bom exercício para o desenvolvimento infantil, pois articula os músculos necessários à fala.


2. Seu uso pode ser permitido na creche?
Sim. "É errado os educadores proibirem que os pequenos chupem chupeta. Não há motivo para isso", explica Maria Paula Zurawski, professora do Instituto de Educação Superior Vera Cruz (ISE Vera Cruz) e assessora da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. O objeto desempenha um papel importante na adaptação dos pequenos quando eles começam a frequentar a creche porque é útil para preencher a falta dos pais, funcionando como uma lembrança do ambiente de casa enquanto o vínculo com o educador e com as outras crianças não for estabelecido plenamente.


3. Na hora de dormir, ela pode ser permitida?

Sim, a chupeta ajuda a embalar o descanso dos bebês. Apesar disso, existem outros momentos em que ela não deve ser liberada: durante as atividades e as refeições, já que, além de atrapalhar o desenvolvimento da dicção, pode estimular o comportamento introspectivo, prejudicando a socialização.



4. É papel do educador ajudar as crianças a largar a chupeta?
Sim, mas não há um método para isso. A função do professor é promover a autonomia delas - o abandono do objeto é uma consequência. Cabe ao adulto ainda desenvolver uma relação de confiança com os pequenos para que eles se sintam cada vez mais seguros na creche. Por isso, é importante ter em mente que chupar chupeta é um hábito que deve ser tolerado, mas não incentivado. Para explorar a responsabilidade e a independência de cada um, proponha que, quando forem vetadas, elas sejam guardadas em potes individuais, junto aos demais materiais de uso pessoal. Um alerta: não perca tempo explicando para as crianças os problemas que ela pode acarretar, como dificultar a fala e atrapalhar o crescimento da dentição, na tentativa de fazer com que a larguem. "Até os 3 anos, a relação entre causa e consequência ainda não é bem compreendida", explica Cisele Ortiz, psicóloga e coordenadora de projetos do Instituto Avisa Lá, em São Paulo.


5. Até que idade os pequenos podem usar a chupeta?
Não existe um limite fixo. O bom senso deve prevalecer, afinal, ela é um material de apego, tal como um cobertor ou um brinquedo qualquer que os pequenos costumam adotar para ter por perto durante um tempo. Com um bom trabalho de promoção de autonomia, feito pelos educadores em parceria com a família, é possível ajudá-los a chegar à pré-escola livres dela. "Eles gostam de mostrar aos adultos que estão crescendo e, por isso, acabam abandonando a chupeta facilmente quando incentivados", esclarece Adriana Ortigosa, coordenadora da EM Noel Rosa, em Guarulhos, na grande São Paulo.


6. Quais os efeitos positivos e negativos do objeto?
"Ele é danoso se der origem a uma relação de dependência duradoura", fala Ana Paula Yazbek, formadora de professores do Centro de Estudos da Escola da Vila, em São Paulo. Por isso, quando a choradeira tomar conta do ambiente, contenha o ímpeto de silenciar a turma oferecendo a chupeta: busque o que está causando o desconforto. "Conversar em vez de dá-la é uma forma de não comprometer o desenvolvimento da capacidade nos pequenos de expressar sentimentos oralmente", diz Maria Paula.


7. O uso deve ser combinado com a família?
Sempre. Se os pais insistirem para que o filho não use a chupeta na creche, explique que se trata de um apego passageiro, porém muito valioso para ele. "Deixe claro que o objeto não prejudica o aprendizado dele em nada. Mas, se ainda assim eles não concordarem com a liberação, diga que é importante permitirem que a criança tenha outro objeto de apego caso ela demonstre essa necessidade.

Reportagem sugerida por 1 leitora: Edna Nery Borbely, São Paulo, SP