terça-feira, 16 de agosto de 2011

Respostas para sete dúvidas sobre o uso da chupeta por crianças

Camila Monroe (camila.monroe@abril.com.br)

DIREITO GARANTIDO Usar chupeta não faz mal na creche. Ela funciona como um objeto que ajuda na adaptação. Fotos: Fernanda Preto

Quando o bebê nasce, os pais passam a se questionar sobre os benefícios e os malefícios de oferecer a chupeta a ele. Alguns temem causar dependência, outros pensam em possíveis problemas na dentição e na fala. Na creche, o panorama enfrentado pelos educadores não é diferente. Há muita dúvida e, por causa de tanta indecisão, esse objeto pode acabar ocupando o espaço que não merece, ser proibido radicalmente ou, pior ainda, ficar marcado como um elemento estranho ao ambiente, provocando certa inquietação, que ninguém se arrisca a resolver. Um cenário insustentável, ainda mais porque envolve dois aspectos importantíssimos da Educação Infantil: cuidados com os pequenos e a promoção da autonomia.


1. Para que serve a chupeta?
Ela é uma fonte de relaxamento para os bebês (não é à toa que um dos sinônimos é consolador e o termo em inglês é pacifier, que significa "pacificador". Segundo explicação do pediatra José Martins Filho no livro Lidando com Crianças, Conversando com os Pais, ela possibilita o movimento de sucção, um bom exercício para o desenvolvimento infantil, pois articula os músculos necessários à fala.


2. Seu uso pode ser permitido na creche?
Sim. "É errado os educadores proibirem que os pequenos chupem chupeta. Não há motivo para isso", explica Maria Paula Zurawski, professora do Instituto de Educação Superior Vera Cruz (ISE Vera Cruz) e assessora da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. O objeto desempenha um papel importante na adaptação dos pequenos quando eles começam a frequentar a creche porque é útil para preencher a falta dos pais, funcionando como uma lembrança do ambiente de casa enquanto o vínculo com o educador e com as outras crianças não for estabelecido plenamente.


3. Na hora de dormir, ela pode ser permitida?

Sim, a chupeta ajuda a embalar o descanso dos bebês. Apesar disso, existem outros momentos em que ela não deve ser liberada: durante as atividades e as refeições, já que, além de atrapalhar o desenvolvimento da dicção, pode estimular o comportamento introspectivo, prejudicando a socialização.



4. É papel do educador ajudar as crianças a largar a chupeta?
Sim, mas não há um método para isso. A função do professor é promover a autonomia delas - o abandono do objeto é uma consequência. Cabe ao adulto ainda desenvolver uma relação de confiança com os pequenos para que eles se sintam cada vez mais seguros na creche. Por isso, é importante ter em mente que chupar chupeta é um hábito que deve ser tolerado, mas não incentivado. Para explorar a responsabilidade e a independência de cada um, proponha que, quando forem vetadas, elas sejam guardadas em potes individuais, junto aos demais materiais de uso pessoal. Um alerta: não perca tempo explicando para as crianças os problemas que ela pode acarretar, como dificultar a fala e atrapalhar o crescimento da dentição, na tentativa de fazer com que a larguem. "Até os 3 anos, a relação entre causa e consequência ainda não é bem compreendida", explica Cisele Ortiz, psicóloga e coordenadora de projetos do Instituto Avisa Lá, em São Paulo.


5. Até que idade os pequenos podem usar a chupeta?
Não existe um limite fixo. O bom senso deve prevalecer, afinal, ela é um material de apego, tal como um cobertor ou um brinquedo qualquer que os pequenos costumam adotar para ter por perto durante um tempo. Com um bom trabalho de promoção de autonomia, feito pelos educadores em parceria com a família, é possível ajudá-los a chegar à pré-escola livres dela. "Eles gostam de mostrar aos adultos que estão crescendo e, por isso, acabam abandonando a chupeta facilmente quando incentivados", esclarece Adriana Ortigosa, coordenadora da EM Noel Rosa, em Guarulhos, na grande São Paulo.


6. Quais os efeitos positivos e negativos do objeto?
"Ele é danoso se der origem a uma relação de dependência duradoura", fala Ana Paula Yazbek, formadora de professores do Centro de Estudos da Escola da Vila, em São Paulo. Por isso, quando a choradeira tomar conta do ambiente, contenha o ímpeto de silenciar a turma oferecendo a chupeta: busque o que está causando o desconforto. "Conversar em vez de dá-la é uma forma de não comprometer o desenvolvimento da capacidade nos pequenos de expressar sentimentos oralmente", diz Maria Paula.


7. O uso deve ser combinado com a família?
Sempre. Se os pais insistirem para que o filho não use a chupeta na creche, explique que se trata de um apego passageiro, porém muito valioso para ele. "Deixe claro que o objeto não prejudica o aprendizado dele em nada. Mas, se ainda assim eles não concordarem com a liberação, diga que é importante permitirem que a criança tenha outro objeto de apego caso ela demonstre essa necessidade.

Reportagem sugerida por 1 leitora: Edna Nery Borbely, São Paulo, SP

Que legal essa ideia peguei emprestada de uma "blogueira" que visitei...Que fofos...

sábado, 23 de julho de 2011

Seção II
Da Educação Infantil

Art.29 - A Educação Infantil primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até os seis anos de idade, em seus aspectos físicos, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade.
Art.30 - A Educação Infantil será oferecida em:
I - creches ou entidades equivalentes, para crianças de até três anos de idade;
II - pré- escolas para crianças de quatro a seis anos de idade.
Art.31 - Na Educação Infantil a avaliação far- se- á mediante acompanhamento e registro do seu desenvolvimento, sem o objetivo de promção, mesmo para o acesso no Ensino Fundamental.
(LDB - 20/12/1996; p.12)

segunda-feira, 11 de abril de 2011

LER não deve ser vista como um simples passa tempo...
Leia um pouco a cada dia, pois esse hábito muito te acrescentará.

sexta-feira, 4 de março de 2011






As cantigas fizeram parte da nossa infância e jamais serão esquecidas, sendo assim, é dever enquanto educadores reensiná- las, preservá-las, incentivando nossas crianças a cantá-las, brincando com suas letras. As cantigas podem e devem fazer parte do cotidiano da sala de aula, pois através da música podemos observar a verdadeira expressão da criança, suas alegrias, tristezas, angústias, desejos ...A música no período da Ed. Infantil, deve ser um texto de fácil memorização, podendo servir como textos auxiliares para todo o crescimento da criança... cognitivo, psicológico, motor e grande aliada para alfabetização.



**** Meu Pintinho Amarelinho****



Meu pintinho amarelinho
Cabe aqui na minha mão Na minha mão. Quando quer comer bichinho Com seus pezinho ele cisca o chão. Ele bate as asas Ele faz piu, piu Mas tem muito medo é do gavião.

****
A Janelinha***


A janelinha fecha
Quando está chovendo A janelinha abre Se o sol está aparecendo. Fechou, abriu Fechou, abriu, fechou Abriu, fechou
Abriu, fechou, abriu.


**** Barata****



Havia uma barata
na careca do vovô Assim que ela me viu Bateu asas e voou Seu Joaquim, quirim quim Da perna torta ta ta ta Dançando conga, ga ga Com a Maricota, ta ta.




E muito mais...

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Como em casa...
Crianças inseguras, pais angustiados. Podemos mudar isso? É possivel sim, proporcionr- mos uma adaptação tranquila e sudável. A familía fase de acolhimento na Ed. Infantil é diferente para cada faixa etária e requer atenção redobrada com os mais pequenos até 2 anos. Afinal tudo passa a ser novidade para eles.
primeiro momento: conhecer os pequenos, aproximar- se deles, compreender seus habitos, costumes e medos, fazendo com que facilite o planejamento diario.
Importante:
* ler com atenção ficha com todas informações da criança (histórico saúde);
* bate papo com pais, onde serão exclarecidas dúvidas;
Precisamos enquanto cuidadores/ educadores conhecer a rotina da criança em casa, conhecendo do que gosta de comer, de brincar, se possui objetos que sejam apegadas.

(Revista Nova Escola, nº 239, jan/ fev. 2011, p. 74-76)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Adaptação na Educação Infantil

No período da Educação infantil é quando acontecem às primeiras relações sociais da criança, sempre que nos deparamos com situações de imaturidade e insegurança, percebemos o quanto precisamos crescer, nós adultos e consequentemente pais.

Precisamos cada vez mais buscar fontes de apoio e equilíbrio, daí então é que entenderemos que não seremos nem primeiros e únicos a passar por esse momento. Estudos e autores que se entregaram a pesquisas podem sim tecnicamente nos dar caminhos a seguir na pratica diária, dentro da Ed. Infantil, sem fazermos nossas crianças sofrerem, pois a qualidade do relacionamento que possam estabelecer com os pais, é sem sombra de dúvida fundamental no processo do desenvolvimento social da criança.

Toda atenção e afetividade recebidas no decorrer da infância, sendo dos pais, professores e ou demais adultos com os quais convive, são de extrema importância, fazendo com que essa criança passe a ter e ver o mundo de forma positiva e consequentemente passa a acreditar que a convivência com os outros é necessária e também será agradável. Na verdade, as crianças precisam de bons modelos para desenvolver habilidades sociais.
Ao iniciar a sua adaptação na Educação Infantil, a criança vive um momento de muitas mudanças de uma só vez. Afasta-se parcialmente do convívio familiar e cria novas relações afetivas
.
Para que essas mudanças sejam incorporadas de maneira tranqüila pelas crianças, nós temos que ter o cuidado de envolver os pais nesse processo de adaptação, pois permanecendo na escola e vivenciando a formação de vínculos de afeto com o professor e com os demais colegas de seu filho, assim como observando a implantação da rotina pelo grupo, sendo assim, os pais tendem a ficar seguros e naturalmente passam essa segurança para a criança.

Enquanto os pais não demonstrarem esta segurança, os filhos seguiram a todo o momento impondo suas vontades, diante da fraqueza daqueles que deveriam ser o exemplo de força.